Lixiviação de atrazina em solo em área de recarga do Aquífero Guarani

Autores

  • Antonio Luiz Cerdeira
  • Maria Conceição Peres Young Pessoa
  • Neife Aparecida Guinaim dos Santos
  • Vera Lucia Lanchote

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v4i2.29

Palavras-chave:

lixiviação, atrazine

Resumo

      No aqüífero Guarani, o maior e mais importante lençol de água subterrânea de toda a região centro-sul do país, encontra-se a microbacia do Córrego do Espraiado, um dos seus pontos de recarga. Nesta área, existe predomínio de culturas, nas quais são utilizados herbicidas da família das triazinas e a presença de solo arenoso, que tornam a área vulnerável à lixiviação. Entre os produtos aplicados encontra-se a atrazina (2- chloro-4-(ethylamino)-6-(isopropylamino)-S-triazine). Devido as suas características físico-químicas, esse herbicida tem alto potencial de risco de movimentar-se para água subterrânea. Para avaliar a lixiviação da atrazina foram feitas amostragens de solo para análise física e de água superficial e subterrânea, durante os anos de 2000 a 2002, para análise de resíduo através de cromatografia líquida HPLC (High Performance Liquid Chromatography), e confirmadas com GC-MS (Gas chromatography-mass spectrometry). Apenas quatro amostras de água superficial apresentaram resíduos de atrazina. Destas, duas com 0,04; e as outras com 0,05 e 0,09 μg/L. Nas amostras de água subterrânea os resultados indicaram uma amostra contendo 0,03 μg/L de atrazina. Entretanto, nenhuma delas foi confirmada pelo GC-MS, não indicando resíduos. A presente avaliação contou também com o uso do simulador de sistemas CMLS-94 “Chemical Movement in Layered Soils”. O simulador também mostrou que a atrazina não atinge profundidades comprometedoras para a qualidade do aquífero.

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Publicado

2005-08-10

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas