MANEJO DE Amaranthus hybridus EM ÁREA DE INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA NA REGIÃO SUL DO RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Matheus Bastos Martins Programa de Pós-graduação em Fitossanidade http://orcid.org/0000-0002-1894-6588
  • Taline Fonseca Munhos
  • Viviane Aguilar Vighi
  • Ricardo Ferreira da Rosa
  • Carlos Timm
  • Giovani Theisen
  • André Andres

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v19i4.734

Palavras-chave:

Caruru, controle, dessecação, pré-emergentes, resistência

Resumo

A área cultivada com soja aumentou no Brasil nos últimos anos, assim como sua produção total. No Rio Grande do Sul (RS) o cultivo da leguminosa também mostra crescimento, sendo utilizado na sucessão à pecuária de corte no período frio, modelo de produção que contribui para melhor utilização das áreas durante os 12 meses do ano, contribuindo assim para o incremento da renda do produtor, bem como, quando bem manejado, colaborar no manejo integrado de plantas daninhas. Apesar disso, a presença de plantas daninhas dicotiledôneas de difícil controle como Amaranthus hybridus em lavouras de soja do RS vêm aumentando. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência de herbicidas pré- e pós-emergentes, e de diferentes programas de manejo para controle de populações de Amaranthus hybridus. O estudo foi composto por quatro experimentos, dois sob condições controladas em casa de vegetação e dois a campo, em uma propriedade rural no município de Cerrito, RS, que integra a produção de soja com pecuária de corte. Os experimentos evidenciaram que alguns biótipos são tolerantes ao glyphosate e aos herbicidas inibidores de ALS (imazethapyr e chlorimuron-ethyl), e que a utilização dos herbicidas pré-emergentes imazethapyr + flumioxazin, metribuzin, s-metolachlor e sulfentrazone + diuron contribui para o manejo destes biótipos. Verificou-se também que a dessecação do azevém e sua complementação com herbicidas de contato e o uso de pré-emergentes são fatores determinantes para o controle de A. hybridus. Ainda, os resultados apontam que em condições de déficit hídrico, a presença de palha prejudica a eficiência de alguns herbicidas pré-emergentes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Matheus Bastos Martins, Programa de Pós-graduação em Fitossanidade

Engenheiro Agrônomo formado pela Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em 2018. Realizou o Estágio Final de conclusão de curso na Texas A&M University desenvolvendo atividades relacionadas com a Ciência das Plantas Daninhas (2017). Concluiu em 2020 o mestrado no PPG Fitossanidade (UFPel/FAEM) na área de Herbologia, desenvolvendo trabalhos de identificação e ecofisiologia de Aeschynomene. Atualmente é aluno de doutorado (CAPES) no PPG Fitossanidade (UFPel/FAEM) na área de Herbologia, desenvolvendo trabalhos relacionados ao manejo integrado de plantas daninhas nas culturas do arroz, soja e em pastagens de inverno, cultivados em terras baixas, na UFPel e na Embrapa Clima Temperado.

Downloads

Publicado

2020-12-10

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas