INTERFERÊNCIA E NÍVEL DE DANO ECÔNÔMICO DE AZEVÉM NA CULTURA DO CENTEIO
DOI:
https://doi.org/10.7824/rbh.v23i2.847Keywords:
Secale cereale, Lolium multiflorum, Interação competitivaAbstract
RESUMO
Introdução: Na ecologia de plantas, ocorre competição quando uma ou mais espécies utilizam dos recursos limitados e essenciais para o seu crescimento e desenvolvimento. Para o centeio (Secale cereale) uma das plantas daninhas que mais causa perda de produtividade e da qualidade do produto colhido é o azevém (Lolium multiflorum).
Objetivo: testar modelos matemáticos e identificar variáveis explicativas para determinar a habilidade competitiva e o nível de dano econômico (NDE) de azevém na cultura do centeio.
Métodos: O experimento foi instalado a campo, em delineamento completamente casualizado, sendo os tratamentos compostos por genótipos de centeio (BRS Serrano, IPR 89, BRS Progresso e Crioulo) e 12 densidades de azevém em competição com a cultura, saindo de 0 até o máximo de 68 plantas m-2. Avaliou-se aos 30 dias após a emergência das plantas as variáveis, densidades de plantas, área foliar, cobertura de solo e massa seca da parte aérea do azevém.
Resultados: O modelo da hipérbole retangular foi eficiente para estimar as perdas da produtividade de grãos pela infestação de azevém na cultura do centeio. Os genótipos de centeio BRS Serrano e IPR 89 foram os mais e o BRS Progresso e o Crioulo os menos competitivos na presença do azevém. Os genótipos BRS Serrano e IPR 89 apresentaram maior desempenho competitivo e NDE, com valores de 2,28 a 8,23 plantas m-2, respectivamente.
Conclusões: A produtividade de grãos, o preço da saca, a eficiência do herbicida e o custo de controle, causam variação dos valores no NDE.







