Seletividade de herbicidas aplicados em pós-emergência no milheto

Autores

  • Roque de Carvalho Dias Universidade de São Paulo
  • Clebson Gomes Gonçalves Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal-SP
  • Marcelo Rodrigues Reis Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG)
  • Kassio Ferreira Mendes Universidade de São Paulo (USP), Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Piracicaba-SP
  • Gabriella Daier Oliveira Pessoa Carneiro Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Departamento de Ciências Vegetais, Mossoró-RN.
  • Christiane Augusta Diniz Melo Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG)
  • Alvaro Augusto Pereira Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG)

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v14i4.455

Palavras-chave:

controle químico, Pennisetum glaucum, tolerância

Resumo

O conhecimento da tolerância diferencial do milheto a diferentes herbicidas é fundamental para o sucesso do manejo químico de plantas daninhas na cultura. O objetivo deste trabalho foi avaliar a seletividade de diferentes herbicidas aplicados em pós-emergência sobre a cultura do milheto. Foram montados dois experimentos em ambiente protegido no delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. No primeiro foram utilizados os seguintes herbicidas (g ha-1 i.a.): atrazine (500 e 1000), bentazon (720), carfentrazone-ethyl (3,75), clomazone (400), diclosulam (20), diuron (800), ethoxysulfuron (18), flumioxazin (10), mesotrione (60), oxadiazon (500), tembotrione (40), atrazine + flumioxazin + carfentrazone-ethyl (300 + 5 + 2), além de uma testemunha sem aplicação. No segundo aplicou-se: bentazon (400), clomazone (400), diclosulam (10 e 15), diuron (400), ethoxysulfuron (15), bentazon + diclosulam (200 + 7,5), diclosulam + diuron (7,5 + 200), bentazon + diuron (200 + 200), além de uma testemunha sem aplicação. No primeiro experimento os herbicidas clomazone, oxadiazon, atrazine + flumioxazin + carfentrazone-ethyl, flumioxazin, tembotrione e carfentrazone-ethyl causaram fitotoxicidade, diferente de atrazine que não provocou sintomas visuais de intoxicação no milheto, mas também reduziu a matéria seca das plantas. O herbicida mesotrione não afetou o crescimento do milheto. No segundo experimento as maiores injúrias foram provocadas pelo diclosulam e clomazone. Todavia, todos os herbicidas reduziram o acúmulo de matéria seca da cultura. Conclui-se que a seletividade dos herbicidas ao milheto depende do produto aplicado, sendo que o mesotrione tem potencial para aplicação em pós-emergência da cultura.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Roque de Carvalho Dias, Universidade de São Paulo

Engenheiro Agrônomo. Mestrando em Fitotecnia pela Universidade de São Paulo

Clebson Gomes Gonçalves, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal-SP

Engenheiro Agrônomo, doutorando na UNESP

Marcelo Rodrigues Reis, Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG)

Professor da Universidade Federal de Viçosa, Campus Rio Paranaíba

Kassio Ferreira Mendes, Universidade de São Paulo (USP), Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Piracicaba-SP

Engenheiro Agrônomo, doutorando na USP

Gabriella Daier Oliveira Pessoa Carneiro, Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Departamento de Ciências Vegetais, Mossoró-RN.

Engenheira Agrônoma, Doutoranda na UFERSA

Christiane Augusta Diniz Melo, Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG)

Doutora em Fitotecnia pela UFV. Atualmente é bolsista de pós-doutorado na UFV - Campus Rio Paranaíba

Alvaro Augusto Pereira, Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG)

Engenheiro Agrônomo

Downloads

Publicado

2015-12-10

Edição

Seção

Comunicação Científica