Pulverização de glyphosate utilizando solução de uréia + sulfato de amônio

Autores

  • Saul Jorge Pinto Carvalho IFSULDEMINAS - Campus Machado
  • Virginia Damin Universidade Federal de Goiás
  • Ana Carolina Ribeiro Dias Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - ESALQ/USP
  • Heryaldo Tarozzo Filho Syngenta
  • Pedro Jacob Christoffoleti ESALQ / USP

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v11i1.148

Palavras-chave:

eficácia, fertilizantes, Sorghum halepense, Brachiaria decumbens

Resumo

Diversos experimentos têm sido realizados com intuito de elevar a eficácia do herbicida glyphosate na dessecação de plantas daninhas, incluindo-se o uso de sulfato de amônio ou ureia como adjuvantes. Em termos fisiológicos, existem explicações para o efeito complementar destes produtos quando adicionados concomitantemente à calda herbicida. Desta forma, três experimentos foram desenvolvidos em campo com o objetivo de avaliar a eficácia do herbicida glyphosate para dessecação de espécies de plantas daninhas utilizando solução de fertilizantes nitrogenados como veículos de pulverização. Foram avaliados seis tratamentos, sendo estes: aplicação de glyphosate (540 g e.a. ha-1) utilizando água, solução de sulfato de amônio – SA (15 g L-1), solução de uréia – U (5 g L-1), solução de U+SA (2,5 + 7,5 g L-1) como veículos de pulverização, glyphosate a 1080 g e.a. ha-1 aplicado com água, e testemunha sem aplicação. Avaliou-se a eficácia dos tratamentos sobre comunidade mista de plantas daninhas, Brachiaria decumbens e Sorghum halepense. O uso de solução de fertilizantes nitrogenados como veículo para pulverização do glyphosate não elevou o controle de B. decumbens. A menor dose do herbicida glyphosate teve maior eficácia sobre a comunidade mista de plantas daninhas e sobre S. halepense devido à pulverização com solução de SA (15 g L-1) ou de U+SA (2,5 + 7,5 g L-1). Os resultados positivos obtidos pela aplicação de glyphosate com fertilizantes nitrogenados também foram observados para a redução de massa fresca da comunidade mista e para massa fresca e seca de S. halepense.

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Biografia do Autor

Saul Jorge Pinto Carvalho, IFSULDEMINAS - Campus Machado

Engenheiro Agrônomo, Mestre em Fitotecnia e Doutor em Ciências pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP).  Atualmente é Professor Efetivo do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, Campus Machado

Virginia Damin, Universidade Federal de Goiás

Engenheira Agrônoma (UFLA), Mestre e Doutora em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALQ/USP.  Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal de Goiás, Goiânia.

Ana Carolina Ribeiro Dias, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - ESALQ/USP

Engenheira Agrônoma, Mestre em Fitotecnia.  Atualmente, cursa Doutorado em Ciências, também pela Esalq/USP.

Heryaldo Tarozzo Filho, Syngenta

Engenheiro Agrônomo (Esalq/USP). Atualmente trabalha no Departamento Comercial da Syngenta, Brasil.

Pedro Jacob Christoffoleti, ESALQ / USP

Professor Associado do Departamento de Produção Vegetal, ESALQ/USP.

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Publicado

2012-04-10

Edição

Seção

Tecnologia de aplicação de herbicidas