Influência da textura do solo na seletividade do herbicida fomesafen aplicado em pré-emergência do algodoeiro

Autores

  • Ricardo André Kloster Karpinski
  • Antonio Mendes de Oliveira Neto Universidade Estadual de Maringá (UEM)
  • Naiara Guerra
  • Jamil Constantin
  • Rubem Silvério de Oliveira Jr
  • Cleber Daniel de Goes Maciel
  • André Augusto Pazinato da Silva

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v13i2.283

Palavras-chave:

classe textural, fitointoxicação, Gossypium hirsutum r. Latifolia, inibidor de Protox

Resumo

A seletividade de herbicidas aplicados em pré-emergência depende das características do solo cultivado. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a seletividade do herbicida fomesafen à cultura do algodoeiro em solos de classe textural contrastantes. O experimento foi realizado em casa de vegetação no delineamento experimental inteiramente casualizado, com cinco repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 5 x 2, com o primeiro nível correspondente a cinco doses de fomesafen (0, 175, 350, 525 e 700 g ha-1) e o segundo fator de dois solos de textura contrastante: textura franco arenosa (200 g kg-1 de argila, 40 g kg-1 de silte e 760g kg-1 de areia, pH de 4,47 e 1,59% de M.O.) e muito argilosa (760 g kg-1 de argila, 110 g kg-1 de silte e 130g kg-1 de areia, pH 5,7 e 2,30% de M.O.). As avaliações realizadas foram: a contagem de plantas emergidas aos 7 e 14 dias após a emergência (DAE), a fitointoxicação realizada aos sete, 14 e 21 DAE. Aos 35 DAE, foi realizada a coleta de parte aérea e das raízes para determinação da massa seca de raízes e de parte aérea. O fomesafen apresentou potencial de uso para o algodoeiro, cultivar FM 993, todavia, os sintomas de fitointoxicação foram muito intensos nas plantas tratadas com as maiores doses no solo de textura franco arenosa. Desta forma, deve-se ajustar a dose de fomesafen de acordo com a classe textural e o teor de matéria orgânica do solo.

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Biografia do Autor

Antonio Mendes de Oliveira Neto, Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Titulou-se Engenheiro Agrônomo pela Escola Superior de Agronomia de Paraguaçu Paulista-ESAPP. Mestre e Doutor em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá. Concentra suas pesquisas em biologia e manejo de plantas daninhas, tecnologia de aplicação de herbicidas e manejo e tratos culturais em grandes culturas.

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Publicado

2014-08-10

Edição

Seção

Seletividade de herbicidas a espécies cultivadas