Associação de glyphosate com outros agroquímicos: síntese do conhecimento

Autores

  • Ribas Antonio Vidal Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Andrew Rerison Silva de Queiroz UFRGS
  • Michelangelo Muzell Trezzi UTFPR
  • Nelson Diehl Kruse UFSM

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v15i1.428

Palavras-chave:

sinergismo, antagonismo, mecanismo de ação

Resumo

A associação de agroquímicos atende a muitos objetivos, como o controle simultâneo de organismos, reduções de doses, aumento da eficácia e prevenção de casos de resistência a pesticidas. O presente trabalho objetiva sintetizar informações sobre a associação de glyphosate com nutrientes, herbicidas e outros pesticidas. A associação de glyphosate com cátions polivalentes (ex: Ca e Mn) em geral reduz a eficiência do herbicida, que pode ser superada com a adição de sulfato de amônio à calda de aplicação. A associação de glyphosate com outros herbicidas é dependente das doses utilizadas, das espécies vegetais, da época de avaliação, do estádio de desenvolvimento da planta e da compatibilidade bioquímica entre os mecanismos de ação dos herbicidas. A associação de glyphosate com herbicidas sistêmicos em geral apresenta maior compatibilidade e benefícios, em contraste à sua mistura com herbicidas de contato. A associação de glyphosate com mimetizadores de auxina em geral resulta em efeito sinérgico. A mistura de glyphosate com inibidores da ALS pode gerar efeitos sinérgicos, aditivos ou antagônicos, apresentando maior dependência da dose de glyphosate na mistura. Existem muitos exemplos de antagonismo entre glyphosate e herbicidas de contato, como os inibidores da GS, FSII, FSI e PROTOX. São escassas as publicações de glyphosate associado com fungicidas ou inseticidas e as mesmas não evidenciam efeitos sinérgicos ou antagônicos dessa mistura. No entanto, trabalhos que documentam a metabolização de glyphosate por plantas sugerem a necessidade de investigação do impacto de inseticidas e fungicidas na ação do herbicida.

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Biografia do Autor

Ribas Antonio Vidal, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Departamento de Plantas de lavoura

Áreas: Mecanismos de interferência, nível de dano econômico, resistência aos herbicidas.

Andrew Rerison Silva de Queiroz, UFRGS

PPG Fitotecnia

Michelangelo Muzell Trezzi, UTFPR

Curso de Agronomia

Nelson Diehl Kruse, UFSM

Dept. de Fitossanidade

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Publicado

2016-03-15

Edição

Seção

Revisão de Literatura