Tolerância da cebola implantada por semeadura direta ao flumioxazin aplicado em pós-emergência inicial

Autores

  • Marcelo Gomes Oliveira
  • Roque Carvalho Dias Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas – Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/UNESP), Botucatu, SP, Brasil.
  • Christiane Augusta Diniz Melo
  • Kassio Ferreira Mendes
  • Paulo Vinicius Silva
  • Daniel Valadão Silva
  • Marcelo Rodrigues Reis

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v17i2.585

Palavras-chave:

Alium cepa L., estádios fenológicos, herbicida, planta daninha

Resumo

O manejo de plantas daninhas na cultura da cebola é prática fundamental para reduzir ou eliminar a interferência de plantas infestantes, uma vez que a cultura, especialmente em sistema de semeadura direta, apresenta crescimento inicial lento e baixa capacidade competitiva. Nesse sentido, para a correta utilização dos herbicidas é necessário conhecer os efeitos proporcionados pelas doses na cultura da cebola bem como quantificar este efeito para os diferentes estádios fenológicos. Diante do exposto, objetivou-se avaliar a tolerância da cebola, em sistema de semeadura direta, ao flumioxazin aplicado em pós-emergência em diferentes estádios fenológicos. O experimento foi instalado no delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições em arranjo fatorial 4 × 5 + 1, sendo o primeiro fator constituído das doses de flumioxazin (2,5; 5,0; 7,5 e 10 g ha-1) o segundo dos estádios fenológicos em que as aplicações foram realizadas (chicote, 1ª folha verdadeira, 2ª folha verdadeira, 3ª folha verdadeira e 4ª folha verdadeira.), além do tratamento adicional (controle sem aplicação). Foram avaliadas a altura das folhas, matéria seca da parte aérea, diâmetro e peso de bulbos. A aplicação do flumioxazin em pós-emergência da cebola reduziu todas as variáveis avaliadas, quando realizada até o estádio de 2ª folha verdadeira. Os efeitos negativos foram maiores com o incremento da dose do herbicida nos estádios iniciais de crescimento da cebola. Por outro lado, o flumioxazin aplicado a partir da 3ª folha verdadeira, independente da dose, não afetou nenhum dos parâmetros analisados. Após a emissão da terceira folha verdadeira a cebola apresentou tolerância ao flumioxazin.

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Biografia do Autor

Roque Carvalho Dias, Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas – Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/UNESP), Botucatu, SP, Brasil.

Atualmente é mestrando do Programa de Pós-graduação em Agronomia (Proteção de Plantas), pela Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Botucatu/SP (2016). Engenheiro Agrônomo graduado pela Universidade Federal de Viçosa, Campus Rio Paranaíba/MG (2016). Participou de intercâmbio acadêmico na Universidade de Caldas, Colômbia (2012-2012) e trainee do programa "Minnesota Agricultural Student" pela University of Minnesota (2014-2014). Têm experiência em Agronomia, com ênfase em Matologia, principalmente no manejo integrado de plantas daninhas e impactos de herbicidas no solo e planta.

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Publicado

2018-06-10

Edição

Seção

Seletividade de herbicidas a espécies cultivadas