Eficácia de atrazine sobre populações de Paspalum virgatum L. e seletividade em duas variedades de pastagem

Autores

  • Vanessa Takeshita Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA/USP
  • Kassio Ferreira Mendes Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA/USP
  • Miriam Hiroko Inoue Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT, Campus Tangará da Serra - MT
  • Ana Carolina Dias Guimarães Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT, Campus Alta Floresta - MT

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v17i3.594

Palavras-chave:

Paspalum virgatum L., controle químico, fitotoxicidade, resposta biológica, triazina

Resumo

O Paspalum virgatum L. é uma planta daninha comum de pastagens e possui difícil controle, principalmente devido sua semelhança com as forrageiras. As técnicas convencionais como gradagem e replantio da pastagem têm sido insatisfatórias no controle desta planta daninha. O objetivo deste trabalho foi avaliar o controle do capim-navalha (P. virgatum L.) à atrazine aplicada em pré-emergência, por meio de curva dose-resposta e a seletividade deste herbicida nas pastagens de Brachiaria brizantha cv. Marandu e Panicum maximum cv. Mombaça. Foram realizados três experimentos independentes, com cada espécie, em dois tipos de solo (Latossolo Vermelho Amarelo distrófico - LVAd de textura franco-argilosa e Argissolo Vermelho Amarelo distrófico - PVAd de textura franca), utilizando a escala percentual de notas para verificar o controle do capim-navalha e a fitotoxicidade nas forrageiras e massa seca no final dos experimentos. A atrazine controlou o capim-navalha, desde os 15 dias após a aplicação (DAA), nas doses abaixo da recomendação do fabricante (250 e 500 g ha-1 i.a.). Contudo, apesar dos sintomas de fitotoxicidade causados pela atrazine, houve retomada de crescimento aos 60 DAA tanto para B. brizantha cv. Marandu quanto para P. maximum cv. Mombaça. Houve menor fitotoxicidade às pastagens no solo de textura franco‑argilosa em relação ao solo de textura franca. A atrazine proporcionou controle eficiente do P. virgatum L. (500 g ha-1 i.a.) quando aplicada em pré-emergência e seletividade para B. brizantha cv. Marandu (<2.000 g ha-1 i.a.) e P. maximum cv. Mombaça (<500 g ha-1 i.a.).

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Biografia do Autor

Vanessa Takeshita, Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA/USP

Graduada em Agronomia pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Campus Universitário de Alta Floresta. Atualmente é mestranda no Programa de Pós-graduação em Ciências no Centro de Energia Nuclear na Agricultura, CENA/USP, com área de concentração em Química na Agricultura e no Ambiente, exercendo atividades no Laboratório de Ecotoxicologia.

Kassio Ferreira Mendes, Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA/USP

Pós-Doutorando e Doutor em Ciências - Energia Nuclear na Agricultura (Química na Agricultura e no Ambiente) - Laboratório de Ecotoxicologia, pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Campus Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo (2017) com sanduíche na University of Minnesota - USA (2016), Twin Cities Campus - College of Food and Agricultural Sciences no Department of Soil, Water, and Climate. Mestre em Agronomia (Produção Vegetal) - Manejo de Plantas Daninhas, pela Universidade Federal de Viçosa (2013). Engenheiro Agrônomo, graduado pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2011). Membro da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas. 

Miriam Hiroko Inoue, Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT, Campus Tangará da Serra - MT

Possui graduação (2000), mestrado (2002) e doutorado (2006) em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá.  Atualmente ministra disciplinas e desenvolve projetos científicos na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). 

 

Ana Carolina Dias Guimarães, Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT, Campus Alta Floresta - MT

Possui graduação em Engenharia Agronômica (2006), Mestrado em Agronomia - Fitotecnia - (2009) e Doutorado em Ciências - Fitotecnia (2012) pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de São Paulo (ESALQ/USP). Pós-doutorado (2012-2014) no Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo (CENA/USP) no Laboratório de Ecotoxicologia. Atualmente é Professora Adjunta da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) no Curso de Agronomia, Campus de Alta Floresta-MT. 

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Publicado

2018-09-10

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas