CONTROLE QUÍMICO DE PLANTAS VOLUNTÁRIAS DE SOJA E ALGODÃO TOLERANTES A DICAMBA

Autores

  • Saul Jorge Pinto de Carvalho
  • Gilmar José Picoli Júnior Bayer Crop Science
  • Ramiro Fernando López Ovejero Bayer Crop Science

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v19i2.695

Palavras-chave:

Glycine max, Gossypium hirsutum, dessecação, Intacta Xtend, DGT

Resumo

Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar alternativas para controle químico de plantas voluntárias de soja e algodão, comparando-se cultivares comerciais tolerantes ao glyphosate com novos cultivares transgênicos tolerantes ao herbicida dicamba, em dois estádios fenológicos de aplicação. Quatro experimentos independentes foram desenvolvidos em casa-de-vegetação, repetidos por dois anos sucessivos. Em vasos, simulou-se a infestação de plantas voluntárias de algodão e soja, com dois materiais genéticos distintos. Para a cultura do algodão, adotou-se um cultivar tolerante ao glyphosate (Roundup Ready Flex®) e outro cultivar tolerante a dicamba e a glufosinato de amônio (DGT). O mesmo experimento foi repetido em plantas com duas ou quatro folhas definitivas. Para a soja, adotou-se um cultivar tolerante ao glyphosate (Intacta®) e outro tolerante ao glyphosate e ao dicamba (Xtend®). O mesmo experimento foi repetido em plantas com dois ou quatro trifólios completamente expandidos. O momento de aplicação e a dose dos herbicidas são fatores mais importantes a serem observados para atingir o controle consistente das plantas para cada tecnologia, principalmente para os herbicidas de contato. Quando os tratamentos foram aplicados no estádio e na dose recomendada, não foram observadas diferenças significativas de controle entre tecnologias presentes nos cultivares. Desta forma, independente das tecnologias contidas nos cultivares, as plantas voluntárias de algodão poderão ser controladas com 2,4-D, paraquat e flumiclorac, enquanto que as de soja com 2,4-D, paraquat e atrazina.

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Biografia do Autor

Saul Jorge Pinto de Carvalho

possui graduação em Engenharia Agronômica (2004), Licenciatura em Ciências Agrárias (2004), mestrado em Agronomia - Fitotecnia (2007) e doutorado em Ciências - Fitotecnia (2009) pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - ESALQ/USP. Atualmente é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais, Campus Machado. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Matologia, atuando principalmente nos seguintes temas: experimentação, manejo, plantas daninhas, biologia, resistência, controle e herbicidologia.

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Publicado

2020-06-06

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas