EFICÁCIA DO AMICARBAZONE E FLUMIOXAZIM NO CONTROLE DE MERREMIA AEGYPITIA, MUCUNA ATERRIMA E RICINUS COMMUNIS NO SISTEMA DE CANA CRUA

Autores

  • Jaeder Henrique da Silva Ferreira
  • Alex de Sá Oliveira
  • Deigue Garcia Duarte
  • Fabiano Junqueira de Almeida
  • Jailson da Silva Paes
  • Clarissa Hamaio Okino-Delgado Centro Universitário de Rio Preto - UNIRP http://orcid.org/0000-0002-8750-7298

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v19i3.701

Palavras-chave:

herbicida pré-emergente, planta daninha, Saccharum

Resumo

A presença de plantas daninhas pode afetar a cultura da cana-de-açúcar, principalmente no início de seu desenvolvimento. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia dos herbicidas amicarbazone e flumioxazim aplicados em pré-emergência das espécies Merremia aegypitia, Mucuna aterrima e Ricinus communis, consideradas de difícil controle no sistema de cana crua. O estudo foi conduzido em condições de campo, em solo de textura arenosa coberto por 10 t. ha-1 de palha de cana-de-açúcar. Para isso, o experimento foi realizado em quadruplicata delineados em blocos casualizados. Foram utilizadas sementes das plantas daninhas certificadas, na densidade de 10 plantas m-2, os herbicidas amicarbazone (1400 g. ha-1 i.a.) e flumioxazim (250 g.ha-1 i.a.) foram aplicados em equipamento pulverizador costal pressurizado com CO2. Foram realizadas avaliações de % de controle e fitotoxicidade aos 7, 14, 23, 28 e 35 DAA. A biomassa da parte aérea das plantas daninhas aos 35 DAA também foi avaliada. Nas condições estudadas, o herbicida amicarbazone apresentou resultados superiores em relação aos demais tratamentos, com elevada porcentagem de controle para as três espécies estudadas (acima de 84,28% de controle), para as espécies R. communis e M. aegypitia não houve diferença significativa nos tratamentos com e sem palha, já para a M. aterrima o tratamento com amicarbazone mostrou-se mais eficaz sem a palha (97,14% de controle) em relação ao tratamento com palha (84,28% de controle). Já o herbicida flumioxazim, aplicado em condições similares, apresentou elevada porcentagem de controle apenas para M. aegyptia (100% de controle), para a qual, a presença de palha não alterou sua ação.

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Biografia do Autor

Clarissa Hamaio Okino-Delgado, Centro Universitário de Rio Preto - UNIRP

Engenharia Agronômica (2008) pela ESALQ/USP, Mestre (2014) e Doutora (2017) em Ciências Biológicas Botânica pelo Instituto de Biociências da UNESP de Botucatu, sendo a área de concentração Bioquímica Vegetal. Atua como professora no curso de Agronomia pelo Centro Universitário de Rio Preto - UNIRP. Possui experiência na Bioprospecção de enzimas e compostos bioativos a partir de resíduos agroindustriais, registro de agrotóxicos incluindo ensaios de eficácia e resíduos em alimentos, possui publicações em periódicos nacionais e internacionais, capítulos de livros e depósito de patente.

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Publicado

2020-09-10

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas