EFEITO DO SELÊNIO COMO PROTETOR QUÍMICO NA SELETIVIDADE INICIAL DE HERBICIDAS APLICADOS EM PÓS EMERGÊNCIA DE Urochloa decumbens

Autores

  • Roque de Carvalho Dias Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas – Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/UNESP), Botucatu, SP, Brasil.
  • Leandro Tropaldi
  • Leandro Bianchi
  • Vitor Muller Anunciato
  • Diego Munhoz Gomes
  • Caio Antonio Carbonari
  • Edivaldo Domingues Velini

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v19i2.710

Palavras-chave:

Ametryn, amônio-glufosinate, carfentrazone-ethyl, safener, Urochloa decumbens (Stapf) R. D. Webster

Resumo

Algumas substâncias podem ser utilizadas como protetores químicos para aumentar a tolerância de culturas a herbicidas, incluindo alguns micronutrientes como é o caso do selênio. O uso de herbicidas em pastagem vem sendo cada vez mais comum no manejo das plantas daninhas, esse trabalho teve como objetivo avaliar o selênio como protetor químico na seletividade de herbicidas aplicados em pós emergência em U. decumbens. Foram conduzidos três experimentos em casa de vegetação, em esquema fatorial 5x2, cinco doses de herbicidas e na presença ou não de selênio (Se) (25 g ha-1) aplicado via solo, em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições. Sendo os tratamentos compostos com a utilização dos herbicidas ametryn (0, 500, 1000, 1500 e 3000 g i.a. ha-1), amônio-glufosinate (0, 75, 150, 300 e 600 g i.a. ha-1) e carfentrazone-ethyl (0, 5, 10, 20 e 40 g i.a. ha-1) e um tratamento sem aplicação de herbicida. Avaliou-se aos 3, 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação dos tratamentos (DAA), fitointoxicação e fluxo de transporte de elétrons (ETR) e aos 28 DAA altura das plantas e biomassa seca da parte aérea. De maneira geral, houve aumento da fitointoxicação das plantas em função das doses de todos herbicidas estudados. A aplicação de Se por sua vez, proporcionou menores níveis de fitointoxicação, e consequentemente menores reduções de ETR, altura e biomassa seca quando comparadas as plantas não tratadas com Se. Assim, conclui-se que o Se apresenta potencial de uso como protetor para esses herbicidas em pós-emergência em U. decumbens.

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Biografia do Autor

Roque de Carvalho Dias, Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas – Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/UNESP), Botucatu, SP, Brasil.

Engenheiro Agrônomo graduado pela Universidade Federal de Viçosa (2016). Mestre em Agronomia (Proteção de Plantas), pela Faculdade de Ciências Agronômicas Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Botucatu/SP (2016). Doutorando em Agronomia (Proteção de Plantas), pela Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Botucatu (2018). Participou de intercâmbio acadêmico na Universidade de Caldas, Colômbia (2012-2012) e trainee do programa "Minnesota Agricultural Student" pela University of Minnesota (2014-2014). Têm experiência em Agronomia, com ênfase em Matologia, principalmente no manejo integrado de plantas daninhas e impactos de herbicidas no solo e planta.

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Publicado

2020-06-06

Edição

Seção

Seletividade de herbicidas a espécies cultivadas