Sistemas de manejo de plantas daninhas utilizando o novo herbicida pyroxasulfone visando ao controle químico de gramíneas em soja

Autores

  • Felipe Kiyoshi Morota Universidade Estadual de Maringá
  • Willian Daróz Matte Universidade Estadual de Maringá
  • Rubem Silvério de Oliveira Jr. Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
  • Denis Fernando Biffe Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
  • Luiz Henrique Morais Franchini Universidade Estadual de Maringá (UEM).
  • Jamil Constantin Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v17i2.584

Palavras-chave:

Capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, controle residual, seletividade

Resumo

Em face do crescente número de problemas de gramíneas com resistência aos herbicidas inibidores da EPSPs e da ACCase, é muito importante avaliar alternativas de manejo com herbicidas de outros mecanismos de ação. O objetivo deste trabalho foi avaliar sistemas de manejo contendo o novo herbicida pyroxasulfone visando ao controle de capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e capim-amargoso (Digitaria insularis) e a seletividade para a cultura em aplicações antecedendo a semeadura da soja. O delineamento utilizado foi o de blocos ao acaso, com onze tratamentos e quatro repetições. Todos os tratamentos com herbicidas residuais foram aplicados na segunda dessecação, sete dias antes da semeadura da soja. Cada sistema de manejo contou com duas dessecações sequenciais e uma aplicação em pós-emergência da soja. O melhor controle inicial (até 28 dias após a semeadura) de capim-pé-de-galinha foi observado nos tratamentos contendo pyroxasulfone, embora após a terceira aplicação de herbicidas todos os tratamentos tenham proporcionado excelente controle. No caso de capim-amargoso, a terceira aplicação em pós-emergência da cultura não resultou em nenhum incremento de controle e os melhores resultados foram obtidos com tratamentos que continham herbicidas residuais utilizados na segunda aplicação de dessecação, exceto com chlorimuron-ethyl. Os resultados indicam que a utilização de pyroxasulfone associado a outros herbicidas com atividade residual é uma ótima opção para controle simultâneo de capim-pé-de-galinha e de capim-amargoso, sendo tais tratamentos seletivos para a cultura da soja.

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Biografia do Autor

Willian Daróz Matte, Universidade Estadual de Maringá

Possui Curso Técnico Agrícola pela antiga Escola Agrotécnica Federal, hoje Instituto Federal de Rondônia (2007). Bacharelado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Mato Grosso (2013). Mestrado em Agronomia pela Universidade Federal de Mato Grosso, com área de concentração em Fitotecnia (2017). Atualmente cursa Doutorado em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com área de concentração em proteção de plantas. Atua nas áreas de Ciência das Plantas Daninhas e Dinâmica de Herbicidas no Solo.

Rubem Silvério de Oliveira Jr., Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (1990), mestre em Fitotecnia (Produção Vegetal) pela UFV (1992) e Doutor em Fitotecnia (Produção Vegetal) pela UFV (1998), após estágio de bolsa-sandwich na University of Minnesota. No período de 2010-2011 também foi Professor Visitante na University of Minnesota-USDA/ARS. Foi vice-coordenador e coordenador do Programa de Pós-graduação em Agronomia (PGA) da UEM (nota 6 CAPES). Atualmente é Professor Associado C do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá, onde é um dos coordenadores do Núcleo de Estudos Avançados em Ciência das Plantas Daninhas (NAPD/UEM). Atua em disciplinas de graduação e pós-graduação relacionadas à Biologia e Manejo de Plantas Daninhas e ao Controle Químico de Plantas Daninhas. Orienta atualmente oito alunos de pós-graduação e dois bolsistas de Iniciação Científica e co-orienta diversos outros. Já foi membro do Comitê de Resistência da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), coordenador do Comitê de Herbicidas no Ambiente SBCPD e membro do Comitê Assessor Assessor da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAADCT/PR) na área de Ciências Agrárias. Atualmente, os principais interesses de pesquisa estão relacionados ao comportamento de herbicidas em solos tropicais e ao desenvolvimento de alternativas de manejo de espécies de plantas daninhas resistentes a herbicidas (com ênfase em buva, capim-amargoso e caruru). Nas últimas três gestões, tem servido como membro da diretoria da SBCPD.

Denis Fernando Biffe, Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Doutor em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Horticultura e Fitossanidade. Professor adjunto nesta mesma instituição, atuando nas áreas de matologia, Horticultura e Fruticultura. 

Luiz Henrique Morais Franchini, Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá (2010), mestrado em Programa de Pós-Graduação em Agronomia/UEM pela Universidade Estadual de Maringá (2012) e doutorado em Programa de Pós Graduação em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá (2016).

Jamil Constantin, Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Maringá (1985), mestrado em Agronomia (Agricultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1993) e doutorado em Agronomia (Agricultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1996). Atualmente é professor associado nível c da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Matologia, atuando principalmente nos seguintes temas: herbicidas, soja,milho, algodão, cana-de-açucar, ILP, plantas daninhas, controle e seletividade.

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Publicado

2018-06-10

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas