Dose de injúria econômca do herbicida cyanazine na cultura do milho

Autores

  • Ribas A. Vidal
  • Vitor Spader
  • Nilson G. Fleck
  • Aldo Merotto Jr.

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v3i2-3.384

Palavras-chave:

estádio de desenvolvimento, planta daninha, seletividade

Resumo

A tolerância de plantas de milho ao herbicida cyanazine é variável em função dos estágios de desenvolvido da cultura. Um experimento foi conduzido em campo, na UFRGS, em Eldorado do Sul, RS, com os objetivos de avaliar a seletividade de cyanazine aspergido nos diferentes estágios de desenvolvimento vegetativo do milho e com diferentes doses do herbicida, e verificar a resposta econômica de sua toxicidade na cultura. O milho híbrido AG50l foi implantado no sistema de semeadura direta, numa área com controle prévio das plantas daninhas com herbicida pré-emergente. Os tratamentos foram organizados num esquema fatorial representado por doses de cyanazine (0,0, 2,0 e 2,5 kglha) e pelos estádios de desenvolvimento vegetativo do milho (V3' Vfi e V9, indicando 3, 6 e 9 folhas expandidas, respectivamente). O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com quatro repetições. A seletividade do cyanazine para a cultura do milho diminui a partir do estádio de 6 folhas expandidas (V 6) e com o incremento da dose além de 2,0 kg/ha. A dose de injúria econômica, ou seja, a dose de cyanazine onde o benefício do controle de ervas se iguala à perda de rendimento de grilos de grãos devido à injúria à cultura, se reduz com a diminuição do prejuízo econômico causado pelas infestantes e com o aumento do preço da cultura. Esses resultados indicam que quando a infestação de plantas daninhas for pouco superior ao nível de dano econômico, a injúria do herbicida à cultura pode causar mais impacto econômico do que em infestações elevadas. 

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Publicado

2002-12-10

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas