Modelagem matemática do fluxo de emergência de plantas daninhas: ferramenta para decisão no manejo de cultivos

Autores

  • Renan Ricardo Zandoná Universidade Federal de Pelotas
  • Dirceu Agostinetto Universidade Federal de Pelotas
  • Queli Ruchel Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v17i1.538

Palavras-chave:

Modelo empírico, gerenciamento, tempo hidrotérmico

Resumo

O surgimento de biótipos de plantas daninhas resistentes a herbicida e o aumento da pressão social para reduzir sua utilização, criou a necessidade de desenvolver ferramentas para aperfeiçoar a aplicação de herbicidas e melhorar o controle de plantas daninhas. Desta forma, o desenvolvimento de modelos de emergência de plantas daninhas tornou-se crucial para o desenvolvimento de estratégias de gerenciamento em áreas agrícolas. Esta revisão tem por objetivo apresentar os fatores que influenciam o fluxo de emergência de plantas daninhas, os principais modelos utilizados, os procedimentos da modelagem e os impactos práticos de sua utilização no manejo. O fluxo de emergência das plantas daninhas correlaciona-se diretamente com padrões de resposta das sementes à interferência dos fatores ambientais e práticas culturais. Os modelos de emergência empíricos e mecanicistas desenvolvidos permitem prever a emergência de plantas daninhas em diferentes anos e regiões geográficas, baseados em condições climáticas e ecofisiológicas. Os modelos mecanicistas são mais complexos e permitem a melhor compreensão sobre a emergência de plantas daninhas, enquanto modelos empíricos apresentam a simplicidade e a flexibilidade necessária para a tomada de decisão de controle. O conhecimento do fluxo de emergência de plantas daninhas permite desenvolver estratégias de manejo que proporcionam maior habilidade competitiva à cultura e, em decorrência, menores perdas de produtividade; bem como a seleção de medidas de controle que diminuam a utilização de herbicidas, a contaminação ambiental e aprimorem as tecnologias utilizadas na agricultura.

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Biografia do Autor

Renan Ricardo Zandoná, Universidade Federal de Pelotas

Departamento de Fitossanidade/herbologia

Queli Ruchel, Universidade Federal de Pelotas

Departamento de Fitossanidade/herbologia

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Publicado

2018-03-10

Edição

Seção

Revisão de Literatura