Manejo químico de Urochloa ruziziensis consorciado com soja na savana de Roraima

Autores

  • Guilherme Silva Rodrigues ADERR - Agência de Defesa Agropecuária, Boa Vista, Roraima, Brasil.
  • Roberto Dantas de Medeiros EMBRAPA-RR, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Boa Vista, Roraima, Brasil.
  • José Anchieta Alves Albuquerque UFRR/POSAGRO, Universidade Federal de Roraima, Programa de Pós-Graduação em Agronomia em parceria com a EMBRAPA-RR, Boa Vista, Roraima, Brasil.
  • Oscar José Smiderle EMBRAPA-RR, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Boa Vista, Roraima, Brasil.
  • José Maria Arcanjo Alves UFRR/POSAGRO, Universidade Federal de Roraima, Programa de Pós-Graduação em Agronomia em parceria com a EMBRAPA-RR, Boa Vista, Roraima, Brasil.
  • Antônio Alberto da Silva UFV/POSFITOTECNIA, Universidade Federal de Viçosa, Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, Viçosa, Minas Gerais, Roraima, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.7824/rbh.v17i2.581

Palavras-chave:

Cobertura vegetal, componentes de produção, dessecação, forrageiras

Resumo

O objetivo do estudo foi avaliar o manejo químico de Urochloa ruziziensis consorciado com soja em sistema de plantio direto na savana de Roraima. O experimento foi conduzido em campo, em área experimental localizada no município de Boa Vista - RR, no ano de 2015. Os tratamentos consistiram da combinação de quatro doses do herbicida glyphosate (720; 1.200; 1.680 e 2.160 g ha-1 de i.a) pulverizado antes da semeadura da soja como dessecante e cinco doses do herbicida fenoxaprop-p-ethyl (0; 38,5; 77; 115,5 e 154 g ha-1 de i.a.) pulverizado 32 dias após a emergência da cultura em pós-emergência. O delineamento experimental foi o de blocos completos casualizados no esquema de parcelas subdivididas, com quatro repetições. Para a cultura da soja foram avaliados a altura de plantas, altura de inserção da 1a vagem, número de vagens por planta, número de grãos por vagem, massa de 100 grãos e produtividade de grãos em kg ha-1. Para a U. ruziziensis foram avaliadas a massa de forragem fresca e seca aos 70 dias após a colheita da soja e expressa em kg ha-1. Conclui-se que, para as condições do cerrado de Roraima, apenas a aplicação do glyphosate na dose de 1.387,64 g ha-1, aplicado em pós‑emergência na cultura da soja, garante máxima produtividade de grãos (3.660,07 kg ha-1) e de massa fresca (10.136,22 kg ha-1) e seca (2.404,63 kg ha-1) de U. ruziziensis para formação de cobertura do solo para o próximo plantio, necessário para garantir a sustentabilidade do sistema produtivo.

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Biografia do Autor

Guilherme Silva Rodrigues, ADERR - Agência de Defesa Agropecuária, Boa Vista, Roraima, Brasil.

Possui graduação em agronomia pela Universidade Federal de Roraima(2009), especialização em Tecnologia e Qualidade de Alimentos Vegetais pela Universidade Federal de Lavras(2011) e mestrado em Agronomia pela Universidade Federal de Roraima(2012). Atualmente é Fiscal Agropecuário - eng. Agrônomo da Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima. Atuando principalmente nos seguintes temas:Glycine max, Dessecação, Forrageira, Plantas daninhas.

Roberto Dantas de Medeiros, EMBRAPA-RR, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Boa Vista, Roraima, Brasil.

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (1982), mestrado em Irrigação e Drenagem pela Universidade de São Paulo (1995) e doutorado em Agronomia (Fitotecnia) pela Universidade Federal de Lavras (2004). Atualmente é pesquisador III da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Irrigação e Drenagem, atuando principalmente nos seguintes temas: arroz, melancia, soja, caupi, irrigação.

José Anchieta Alves Albuquerque, UFRR/POSAGRO, Universidade Federal de Roraima, Programa de Pós-Graduação em Agronomia em parceria com a EMBRAPA-RR, Boa Vista, Roraima, Brasil.

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal da Paraíba (1992), Mestrado em Fitotecnia (Produção Vegetal) pela Universidade Federal de Viçosa (2003) e Doutorado em Fitotecnia (Produção Vegetal) também pela Universidade Federal de Viçosa (2006). É professor concursado desde janeiro de 1994 da Universidade Federal de Roraima/Centro de Ciências Agrárias/Departamento de Fitotecnia. Atualmente é Prof. Associado II. Na Graduação ministra as disciplinas: Morfologia e Taxonomia Vegetal, Grandes Culturas I e Plantas Daninhas e seu Controle. É Professor e Orientador do Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Agronomia da UFRR/Embrapa-RR à partir de outubro de 2012, ministra a disciplina Manejo de Plantas Daninhas. Atua nas linhas de pesquisas: Manejo de Plantas Daninhas e Grandes Culturas. Foi Chefe do Departamento de Fitotenia durante 4 anos (1997-2001). É revisor Ah Doc de vários periódicos científicos. Apresentou e/ou publicou trabalhos nos seis últimos Congressos Brasileiros de Mandioca (2005, 2007, 2009, 2011, 2013 e 2015) e os últimos seis nos Congressos Brasileiros da Ciência das Plantas Daninhas (2006, 2008, 2010, 2012, 2014 e 2016). Coordena o Grupo de Pesquisa intitulado MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NO ESTADO DE RORAIMA a partir de 2012.

Oscar José Smiderle, EMBRAPA-RR, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Boa Vista, Roraima, Brasil.

Concluiu o doutorado em FITOTECNIA pela Universidade de São Paulo em 1998. Atualmente é PESQUISADOR A da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. De setembro de 2003 a outubro de 2005 e de junho a novembro de 2013 exerceu o cargo de Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento. Atualmente participa de oito projetos de pesquisa, sendo que coordena quatro destes. É pesquisador credenciado no POSAGRO na UFRR desde 2007. Atua na área de Agronomia, com ênfase em Produção, Beneficiamento e Armazenamento de Sementes, tratamento e qualidade de sementes, camu-camu e em cultivo de plantas oleaginosas (amendoim, gergelim, girassol, inajá, mamona, pinhão-manso, soja), soja-hortaliça e propagação de mogno africano, cedro doce, centrolobium, ipê e fruteiras nativas da Amazônia.

José Maria Arcanjo Alves, UFRR/POSAGRO, Universidade Federal de Roraima, Programa de Pós-Graduação em Agronomia em parceria com a EMBRAPA-RR, Boa Vista, Roraima, Brasil.

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal do Ceará (1987), mestrado em Agronomia (Fitotecnia) pela Universidade Federal do Ceará (1991) e doutorado em Fitotecnia (Produção Vegetal) pela Universidade Federal de Viçosa (1998). Atualmente é professor Titular da Universidade Federal de Roraima. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Manejo e Tratos Culturais, atuando principalmente com as seguintes culturas: mandioca, feijão-caupi, milho e abacaxi. É professor orientador do Programa de Pós-graduação em Agronomia (POSAGRO- UFRR) mestrado e doutorado. Tutor do Programa de Educação Tutorial do curso de Agronomia (PET-Agro) da UFRR. Editor Adjunto da Revista Agro@mbiente On-line e Editor de Seção da Revista Ciência Agronômica.

Antônio Alberto da Silva, UFV/POSFITOTECNIA, Universidade Federal de Viçosa, Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, Viçosa, Minas Gerais, Roraima, Brasil.

Antonio Alberto da Silva é doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade de São Paulo em 1989. Atualmente é professor Titular da Universidade Federal de Viçosa e bolsista 1B em produtividade de pesquisa pelo CNPq. Publicou 335 artigos em periódicos científicos, publicou/organizou 11 livros e 55 capítulos de livros. Supervisou cinco pós-doutores e orientou 52 estudantes de doutorado, 59 de mestrado e 27 de Iniciação Científica. É líder de um grupo de pesquisa do CNPq e participa de diversos outros. É orientador nos Programas de Pós-Graduação de Fitotecnia e Agroquímica da Universidade Federal de Viçosa e editor da revista Planta Daninha. Atua principalmente nos seguintes temas: interação herbicida ambiente, resistência a herbicidas e manejo integrado de plantas daninhas.

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Publicado

2018-06-10

Edição

Seção

Manejo de plantas daninhas